Para-me! Gritocão

Este blog é um convite. Adentrem. Passando pela ombreira da linguagem, chegando ao que chamaremos de livro. Tirem os sapatos, fiquem à vontade, não há ninguém em casa. Apenas mantenham as janelas abertas para dar vasão.
PARA-ME [GRITOCÃO]

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

como se um novelo fosse feito pelo bicho do lado de fora, para depois entrar e se aquecer na feitura de suas mãos, como se tivesse sido deus; e só lá pudesse morrer sua vida, seu passado; até que de sua casa e pele fosse puro alimento e não restasse memória; nunca, e não importasse qual a direção, fosse tudo, tudo, adiante; sempre.

domingo, 8 de julho de 2012

Quis coerentemente
te assaltando os pedaços
tornando o passar do tempo
assentando a pás
o delicado carinho que se tem
somente aos mortos.


Tão-bem, eu a


ti,


gavinha.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Foto: Marco Gonçalves
Praticam, em sorrisos
seus, homens distintos, e
na divisa dos risos a
boca do mundo rodeada de
terra e farinha sem estacas
apenas esfareladas as gentes
brincavam em suas línguas
distintas enquanto o tempo
corria por trás como quem
perdesse, pois que os homens
falastrões hora ou outra
deitavam suas angústias em
travesseiros estrangeiros e
amolecidos por sonhos ancestrais, mas
o tempo nunca se deitará e por
ódio nunca deixará de correr pelas
divisas sem
parar e sorrir, e assim,
sem sofrer penetra nas
gentes que ri.